

O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal, Ricardo Coutinho (PT), esteve em Patos (PB) na manhã desta sexta-feira (22), onde cumpre agenda de entrevistas em uma rota pelo Sertão.
Em entrevista ao Contexto News, Ricardo mais uma vez teceu críticas à candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro, apoiado pelo PT Nacional, que, de acordo com ele, não está alinhada ao que o presidente Lula prega.
“Sem posição política não dá. Não adianta estar acendendo uma vela a Deus e ao diabo”, pontuou Ricardo ao argumentar que a família Ribeiro tem realizado alianças contrárias à agenda do Governo Lula. Ele chamou os deputados que votaram contra a indicação de Jorge Messias ao STF de “bando de irresponsáveis”.
A senadora Daniella Ribeiro (PP) optou por não revelar o voto. Efraim Filho (PL) votou contra. Veneziano Vital do Rêgo (MDB), aliado do governo, votou a favor da indicação.
“De ontem para hoje eu decidi que não voto mais em Lucas. Eu não voto na candidatura de Lucas porque eles montaram um gabinete do ódio, um gabinete do mal dentro da Secom, comandado por um milionário chamado Nonato Bandeira, onde jogam mentiras sobre mentiras, tentando confundir a opinião pública”, afirmou o ex-governador.
Segundo Ricardo, há uma tentativa de atribuir a ele as críticas recebidas pela Parceria Público-Privada (PPP) de esgotamento da Cagepa, através de uma articulação na mídia paraibana. O ex-gestor tem se demonstrado contrário à PPP.
A discussão gira em torno da Parceria Público-Privada (PPP) firmada para a área de esgotamento sanitário da Cagepa, com leilão realizado na B3, em São Paulo, que teve como vencedora a multinacional espanhola Acciona, responsável por assumir a operação do serviço em parte do estado pelos próximos anos.
Sem acordo com João e Hugo
“Com João Azevêdo não há conversa. Ele faz mal à política, eu sei disso. E se eu sei disso, se eu me convenci disso, eu não posso achar que vou concordar com esse malefício”, declarou ao comentar sobre o candidato ao Senado, o ex-governador João Azevêdo.
Quando questionado sobre uma possibilidade de apoio ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), Ricardo foi enfático em sua oposição.
“Tenho uma profunda discordância com os métodos, com as posições que Hugo Motta vem assumindo dentro da Câmara. Acho que ele é um fator de instabilidade na democracia brasileira”, disse.
Ricardo ainda afirmou que a Paraíba está diante do retorno das oligarquias ao poder pelos próximos 20 anos, com gestores e suas famílias na condução do Estado.
Confira a entrevista na íntegra acima.
Ray Santana - Contexto News
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